Palestra desmistifica a relação entre câncer de mama e tratamentos hormonais

ICAD Brazil – maior Congresso de Dermatologia, Medicina Estética e Envelhecimento Saudável da América Latina – reúne 70 expositores e patrocinadores no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo

Mulheres que utilizam tratamentos hormonais, seja para reposição ou contracepção, pouco aumentam os riscos do desenvolvimento do câncer de mama. É o que garante o médico João Bosco Borges, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, que palestrou hoje (24 de agosto) no auditório de Envelhecimento Saudável, no ICAD Brazil – maior Congresso de Dermatologia, Medicina Estética e Envelhecimento Saudável da América Latina. O evento, que termina neste sábado no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

 

Em sua palestra, ele trouxe à tona uma questão importante: qual o risco real que o paciente corre ao utilizar hormônios? Segundo ele, os estudos apresentados mostraram que este índice para anticoncepção e o tratamento hormonal provocam um risco menor em relação a outros fatores, como a obesidade, o sedentarismo, a gravidez tardia e a menarca precoce. “Nenhum médico pergunta se a mulher começou a menstruar antes dos 12 anos. Essa condição traz riscos muito maiores do que usar hormônios”, ressalta João Bosco.

 

Outro ponto destacado pelo médico foi que o estrogênio não aumenta o risco de câncer de mama. “O vilão da terapia hormonal é a progesterona. Mas quanto mais pura ela for, menor será o risco de câncer”, explica. Ele orienta que o tempo de uso também aumenta ou diminui as chances de desenvolver a doença.

 

João Bosco finalizou a palestra orientando que os médicos evitem taxar a terapia hormonal e anticoncepção hormonal como riscos para câncer de mama. Segundo ele, existem outros fatores que aumentam as chances de desenvolver este mal, e todos eles estão presentes em nosso dia a dia. “Enquanto vivermos na cidade, comendo em fast foods e respirando poluição nós vamos continuar tendo câncer. A pílula não é um problema para as mulheres”, assegura.

 

Cicatrizes

 

Atualmente, há diversos tipos de tratamentos para cicatrizes. Para compartilhar novas técnicas com resultados satisfatórios, médicos internacionais palestraram hoje no auditório Medicina Estética. O médico Nenad Stankovic, da Sérvia, apresentou uma solução para o tratamento de cicatrizes de acne com abrasão química. A abordagem consiste em utilizar uma lixa d’água esterilizada para retirar as camadas mais superficiais da pele, aplicação de anestésico tópico e combinação com laser e ácido para a regeneração das células. O resultado é a renovação da pele e o desaparecimento de quase todas as cicatrizes de acne, até mesmo as mais profundas.

 

O médico italiano mostrou como o laser pode ser utilizado para tratar todos os tipos de cicatrizes. O laser é um dos recursos muito utilizados em tratamentos para cicatrizes, pois seu efeito é positivo nessas lesões. “É necessário saber o diagnóstico preciso para o tratamento correto com o laser”, ressalta.

 

Informações: www.icadbrazil.com.br

Assessoria de Imprensa ICAD Brazil